MP cobra transporte escolar em Guaraqueçaba. Prefeitura se defende.
A
determinação está prevista em recomendação administrativa expedida
nesta sexta-feira (14 de março) pela 2.ª Promotoria de Justiça da
Comarca de Antonina. Caso a prefeitura não atenda a recomendação, “o
Ministério Público vai tomar as medidas judiciais cabíveis”, informa a
promotora, sem dizer que medidas seriam estas.
A
promotora de Justiça Mariana Dias Mariano esclarece que o Ministério
Público na Comarca investiga denúncias de irregularidades no transporte
de estudantes em Guaraqueçaba, incluindo precariedade no estado de
conservação dos veículos e falta de segurança no transporte escolar
(tanto terrestre quanto marítimo).
Além
disso, está sendo apurada a interrupção na prestação do serviço,
especialmente quanto ao transporte marítimo. Segundo notícias
encaminhadas à Promotoria, o transporte por mar estaria suspenso há
cerca de uma semana.
Na
recomendação, a promotora destaca que a Constituição Federal estabelece
que o dever do Estado em relação à educação deve ser efetivado mediante
a garantia de, entre outros, “atendimento ao educando em todas as
etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de
material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à
saúde”.
Ela
aponta, ainda, que informações prestadas pela própria Secretaria
Estadual de Educação revelam que Guaraqueçaba já recebeu, em fevereiro, a
primeira parcela do Programa Estadual de Transporte Escolar, no valor
de R$ 17,7 mil. Caso a recomendação não seja atendida, a Promotoria de
Justiça tomará as medidas judiciais cabíveis.
Outro lado
Secretário de Educação contesta
De
acordo com o secretário municipal de Educação de Guaraqueçaba, Thomas
Victor Pinto Lorenzo, a prefeitura depende de repasse do governo
estadual para concluir a contratação do transporte. Segundo ele, a
cobrança do Ministério Público se refere a alunos de escolas estaduais.
Também afirma que “o transporte marítimo da rede estadual não foi
interrompido”.
Leia a íntegra da explicação do secretário Thomas Victor Pinto Lorenzo.
"Os
alunos referentes a matéria são todos da Rede Estadual de Ensino e está
a disposição o valor inicial da Licitação "pregão" para contratação de
transporte marítimo que é de R$ 26.000,00 por mês e o repasse a que se
refere a SEED-PR de R$ 17.770,00 foi realizado no dia 26 de fevereiro
conforme extrato bancário, porém conforme a Lei 8.666 das licitações só a
partir do recurso em conta é que se pode realizar processo
licitatório.
A
luta por um transporte digno é de muito tempo, desde o início da Escola
das Ilhas, porém desde 10 anos atrás quando foram implantadas as
escolas estaduais, o Estado nunca cumpriu com suas obrigações uma vez
que o repasse nunca chegou a 20% do total gasto, (ano passado repassou
aproximadamente R$ 177.000,00 e o custo total foi de R$ 450.000,00).
É
necessário frisar que o transporte marítimo da rede estadual não foi
interrompido, ele não iniciou ainda no ano letivo de 2014, está previsto
a licitação para 26 de março de 2014, só então a Prefeitura poderá
autorizar o início das embarcações que estiverem devidamente
documentadas para transporte.
É
necessário que o jornalismo entenda os dois lados da situação e a
Prefeitura e Secretaria Municipal têm se empenhado para auxiliar o
Estado em sua empreitada de transporte porém o fato de depositar os tão
somente 17.770,00 para manter funcionando seis linhas de transporte
terrestre e oito de transporte marítimo exclusivos da rede estadual de
ensino, o que pela mesma constituição federal (artigo) e Lei 9394/96
(art 10) a responsabilidade dos alunos da rede estadual é do Governo
Estadual e independe da quantia depositada continua sendo pois o
município não poderá infringir a Lei por conta de situações alheias a
ele e friso de responsabilidade estadual."
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